Tobias Barreto
DIRETÓRIO MUNICIPAL
Presidente: Rafael de Jesus
Endereço: Rua Josefina Nogueira
Telefone: (79) 9908-6638
CARACTERISTICAS
Surgiu no fim do século XVI, em um sítio de aproximadamente 40 tarefas, onde apareceu uma imagem de Nossa Senhora. Em sua homenagem, os camponeses construíram uma capelinha e fizeram residências em volta dela formando uma aldeia batizada Paraíso. A imagem de Nossa Senhora, desapareceu por duas vezes sendo encontrada num matagal próximo, na segunda vez, destruíram o matagal e construiram outra capelinha, onde hoje fica a Igreja Matriz Nossa Senhora Imperatriz dos Campos e o novo povoado recebeu o nome Capela de Nossa Senhora dos Campos do Rio Traripe (hoje Real) por estar situado às margens desse rio; tempos depois, o lugarejo passou a chamar-se de "Passagem da Igreja de Nossa Senhora do Sertão dos Campos do Rio Real de Cima" e continuou anônima, alcunhada de povoação ou “Vila dos Campos do Rio Real”. O nome do povoado foi simplificando até ser chamado apenas de Campos. [6]
Seu primeiro habitante, Belchior Dias Moréia, era um dos capitães de Cristóvão de Barros. Logo após a conquista da capitania de Sergipe d`el Rey, chegou até aquela região, no ano de 1599, e faleceu em sua fazenda ao pé da Serra do Canine, em 1622. As terras de Campos, durante muitos anos, pertenceram ao morgado de Belchior Dias Moréia, iam dos limites de Lagarto, nos Campos do Crioulo, Samba Velha, Macota, Samba Nova e Campos Gerais, até o rio Itapicuru na Capitania da Bahia. [7]
A 20 de outubro de 1718, foi criado pelo Arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro de Vide, a Freguesia de Nossa Senhora do Sertão dos Campos do Rio Real de Cima, desaparecendo nesta ocasião, o topônimo "Passagem da Igreja". Em 1757, a freguesia tinha 125 sítios de pastores e agricultores e população 1.350 habitantes. Sua extensão era de 20 léguas. No fim do século XVIII, Campos era o maior centro de exportação de couro e sola da capitania de Sergipe.
Em 1808 a freguesia tinha uma população de 2.618 habitantes, sendo mil brancos, 500 pretos e os demais mestiços. A criação de gado era a principal atividade econômica, o movimento do comércio de gado na feira já era de 2 mil cabeças. Por outro lado a agricultura era tão inexpressiva, que os habitantes iam comprar farinha no município de Estância.[8]
O Povoado de Campos, em 17 de janeiro de 1835, foi levado à categoria de Vila surgindo, em conseqüência, alguns desentendimentos com os de Vila de Itabaianinha por questões de limites, chegando eles a tentar impedir a criação da Vila de Campos.
A sede municipal obteve foros de cidade pela lei nº 550, de 23 de outubro de 1909, sendo que, nas divisões administrativas do Brasil, em 1911 e 1923, o município ficou constituído de um só distrito – o de Campos. Nas divisões territoriais de 31-12-1936 e de 31-12-1937, assim no quadro ao decreto-Lei nº. 69, de 28 de março de 1938, o município passou a ser composto de três distritos: Campos, Igreja Nova (hoje samambaia) e Poço Verde.
O município e o Distrito de Campos, pelo Decreto-Lei Estadual nº 377, de 31 de dezembro de 1943, para vigorar no qüinqüênio 1944-1948, passaram a designar-se Tobias Barreto, uma homenagem a um ilustre filho da terra, Tobias Barreto de Meneses.
Em 1953, pela Lei Estadual nº. 525-A, de 25 de novembro, o município de Tobias Barreto perdeu um de seus distritos, o de Poço Verde, que pela mesma Lei, passou a Município independente ficando Tobias Barreto com dois Distritos que continuam até hoje: Tobias Barreto (Sede) e Samambaia (ex-Igreja Nova).
LIMITES – Poço Verde, Simão Dias, Riachão do Dantas, Itabaianinha e Tomar do Geru
LOCALIZAÇÃO – Agreste Sergipano
POPULAÇÃO - 26 903 Habitantes
AREA - 162,538 km²
ALTITUDE – 9 m
DISTÂNCIA DE BRASÍLIA – 1547 km
CÓDIGO DDD – (79)
TEMPERATURA MÉDIA ANUAL - 30ºC